escrever...
Escrever é um compromisso, um compromisso com a verdade ou com a mentira. A escrita te dá o direito de escolher. Você pode colocar o que quiser no papel, você não precisa nem responder pelo que escreveu, precisa apenas escrever. A coerência é mero detalhe. É assim que escrevo, sigo a música. É, tem gente que gosta de escrever ouvindo música. Eu gosto. Algumas vezes, quando pretendo escrever algo consistente, que necessite de pensamentos mais bem elaborados, eu desligo o som. Na maioria das vezes sou incoerente, digo e não-digo, digo e 'desdigo'. O que importa é dizer, pra quem quer ler já é o bastante. O que importa se é mentira ou verdade? Ciência ou arte? É tudo uma ilusão, essa odisséia e essa realidade. Rimo e quebro as rimas, porque não é meu objetivo rimar, mas ilustrar. Ilustrar a escrita como um desenho arqueado em densas ou tênues linhas. E qual é meu compromisso? Meu compromisso é com a ilusão, não tenho ganas de expor a realidade nua e crua. Que graça tem? Não sou jornalista, jornalista é que tem obrigação com a verdade. Talvez nem esses. Talvez se voltassem a ser escribas, talvez... Apesar do meu compromisso com a ilusão, escrevo várias críticas a atitudes e acontecimentos, críticas à realidade, poder-se-ia dizer se tratar de uma contradição, já que escrevo sobre ilusão. Mas o que são críticas senão a ilusão de que os fatos poderiam ser da forma que você acha correta. Ainda assim, tenho um compromisso com a verdade, como futuro cientista, como futuro professor, mas a verdade não anda longe da ilusão, nem a ilusão longe da verdade. A ilusão é apenas uma ponte, uma ponte entre esta verdade tão procurada e a mentira tão disseminada. E foi dessa forma que escrevi ao longo desses meses. Mentiras e verdades. Pitadas de ilusão características de uma mente confusa. 01.02.2005 O blogs.sapo.pt há um bom tempo vem apresentando
problemas e, conseqüentemente, não carregando meu blog, caso
queiram tentar acessar, basta clicar no link abaixo: |